segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Estrada


Estou no meio do caminho, já percorri a minha infância e estou percorrendo a minha fase adulta.
Porém a estrada é formada por velhas pegadas contornadas por sonhos e preenchidas de pesares.
O caminho não mudou, apenas os meus passos tornaram- se longos, agora posso olhar o infinito com mais clareza.
Os velhos passos tornam-se guias para os novos, nessa renovação me perco no tempo, não sei se sou aquela menina que sonhava ou se sou o adulto que realiza.
As suas ruas me cegam, penso que ao dobrar em uma rua vou encontrar os velhos brinquedos deixados pelo caminho,
Mas sou grande agora e a pequena bicicleta não agüentaria o peso da minha idade.
Quero voltar para onde o mundo era lindo e límpido para ter a certeza de que ele existiu e existe.
Agora cheguei ao ponto exato onde o meu passado encontra o meu presente.
E agora?
O quê sou?
Uma criança ou um Adulto?
Procuro ou encontro?
Quero viver essa confusão de sentimento com toda intensidade, vivendo o pesado e o presente em um só instante, trazendo de volta as velhas e boas sensações de quando andava pelas ruelas sem medo do quê encontraria ao dobrar de uma esquina.